
1. História no Mundo
Os piolhos são antigos companheiros nossos. E as infestações
vêm atingindo o homem há milhares de anos em todas as partes do mundo.
Foram encontrados em múmias egípcias de 3.000 anos a.C., em pentes da
época de Cristo encontrados nos desertos de Israel e em múmias do Peru
pré-colombiano.
Depois das populações de piolhos diminuírem relativamente nos
anos ’40, notou-se um aumento em todo o mundo a partir de meados dos
anos ‘60
O piolho humano pode ser encontrado em qualquer região
climática do mundo e infestar as pessoas de todas as raças, cor ou nível
social. Nos países pobres as crianças são muito infestadas. Mas também
em paises como os Estados Unidos e Israel, por exemplo, as infestações
são também altas, atingindo entre 15 a 20% das crianças anualmente.
2. Tipos de piolhos
Parasitando os animais, temos tipicamente nas aves os piolhos
mastigadores (mastigam a base das penas) e nos mamíferos os piolhos
sugadores de sangue.
Parasitando os seres humanos, existem basicamente três tipos de piolhos:
1- Uma espécie que vive nos pelos pubianos, o ‘Chato’ (nome científico Phthirus pubis).
2- Uma espécie que vive nos cabelos, o Piolho Capilar (nome científico Pediculus capitis) e
3- Uma espécie que vive no corpo, o Piolho Corporal (nome científico Pediculus humanus).
OBSERVAÇÃO:
Existe ainda uma discussão entre os cientistas se na verdade
esses dois últimos tipos de piolhos não seriam sub-espécies de uma mesma
espécie, e então teríamos Pediculus humanus capitis na cabeça e
Pediculus humanus humanus no corpo.
O Pediculus capitis vive agarrado
aos fios de cabelos e ataca o couro cabeludo, passando principalmente de
uma cabeça para a outra pelo contato direto. É o mais comum. Podem
também infestar as pessoas pelo uso compartilhado de tiaras de cabelo,
escovas e pentes, capacetes, bonés, etc...
O Pediculus humanus infesta o corpo.
Vive agarrado à roupa e é mais comum nos paises frios. É mais freqüente
nos casos em que os hábitos de higiene são precários.
Já o Phthirus pubis vive
agarrado aos pêlos da região genital, atingindo portanto homens e
mulheres a partir da puberdade. Podem ainda viver nos pelos da parte
inferior do abdome, coxas e nádegas.
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